Numa partida eletrizante, Barcelona e Chelsea se enfrentaram em pleno Camp Nou, aonde os ingleses garantiram a classificação e a má fase dos catalãos.
Neste 24 de abril de 2012 vimos um grande exemplo de competência de uma equipe desacreditada para cima da que é tida com a melhor do planeta. O Chelsea, que havia vencido a primeira partida, na Inglaterra, por 1 a 0, arrancou um empate sofrido do Barcelona em pleno Camp Nou lotado. O jogo começou tenso, e logo no início da partida, Messi apareceu trazendo perigo ao goleiro Cech. Em outra ocasião, tabelinha de Fabregas e Messi, mas, Cech salva novamente. Daí, veio só alegria. Após escanteio cobrado por Messi, a zaga do Chelsea escora nos pés de Daniel Alves, que toca em profundidade para Cuenca, que efetua um belo cruzamento rasteiro para Busquets que só teve o trabalho de empurrar a bola com o pé esquerdo para as redes da muralha tcheca. Aos 40, belo contra-golpe catalão, e Messi deixa Iniesta de cara, que só tira do goleiro Cech, ampliando o placar. 2 a 0 pro Barça, e, naquele momento os espanhóis tinham certeza que se classificariam. Porém, 2 minutos mais tarde, Ramires rasga o Camp Nou como uma flecha, e, num lindo passe de Lampard, dá um toque sutil por cima do goleiro Valdés. Golaço. Gol que dava a classificação para o Chelsea. Aí tudo ficou sofrido. Pouco antes do gol de Iniesta, John Terry havia sido expulso por uma entrada sem bola em Sánchez, complicando mais ainda o Chelsea, que jogou os 45 minutos finais sem nenhum zagueiro, pois, Cahill contundiu-se sozinho e o time inglês não tinha nenhum no banco. Daí veio o segundo tempo. O sofrimento dos ingleses contrastava-se com a angustia dos espanhóis. E logo no início da segunda etapa, o árbitro turco marca pênalti de Drogba em Fabregas. Messi na cobrança. O melhor jogador do mundo, camisa 10 do time, artilheiro da competição... na trave! E o mundo do Barcelona desabou. 10 minutos mais tarde, linda jogada de Messi, corta dois e chuta... outra vez na trave. E a angustia tornava-se cada vez maior e maior. A partir daí, o Chelsea não permitiu que o Barcelona jogasse mais. Sánchez até balançou as redes, mas, Daniel Alves, que fez o cruzamento para ele, estava impedido quando recebeu a bola. Aos 37 minutos do segundo tempo, Roberto Di Matteo fez uma subistituição ousada. Tirou um dos maiores responsáveis pela classificação, Drogba, e colocou o desacreditado e faminto Fernando Torres, que nã marcava há 23 jogos. Torres caiu como uma luva. Tentou uma vez, foi desarmado por Mascherano. Mais uma vez, e foi desarmado por Puyol. Até que, Ramires rifa da área inglesa, e Torres, completamente sozinho, vai, com calma, em direção à meta de Valdés, que até tentou, mas o atacante foi mais rápido, driblou o goleirão e empurrou a bola pras redes. Sacramentou de vez a classificação e a péssima fase do Barça. Daí não restava mais nada a Guardiola. Nos 4 minutos finais, todos os 95 mil torcedores presentes gritavam: 'Chelsea, Chelsea', pela brilhante atuação da equipe inglesa à frente do maior clube do planeta. Ao fim do jogo, choro de Sánchez, Messi escondia o rosto na camisa, Xavi cumprimentava um a um os jogadores do Chelsea. Mas o que se passava na cabeça dos craques essa hora? Talvez, dúvida, inconformação, tristeza, pela derrota, mas, com isso nós concluimos uma coisa: uma hora acaba!
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